domingo, 15 de março de 2009

Meu Pequeno Coração



O meu pequeno coração sabe
amar o teu silêncio mais profundo,
pois às vezes é todo ele o meu mundo,
de ti a minha única felicidade.

O meu coração não sabe falar
para dizer o quanto te quero,
nas vezes que fugindo por ti espero
e onde acabo por nunca te encontrar.

O meu pequeno e triste coração
que resiste à constante solidão,
já não sabe onde está a tua existência.

É dor não saber se afinal me queres,
e não quero sentir se me perderes
que chora o teu coração a minha ausência.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Para Ti


lembrei-me de fazer um poema
que falasse de ti,
escrever as palavras mais belas
de que me lembro
e juntá-las por teu nome,


só que não é fácil descrever-te,
simplesmente
porque tudo o que é belo
oculta o brilho das outras coisas
que o não são tanto,

e qualquer que fosse
a palavra que eu inventasse,
seria sempre mais pequena
que a grandeza do teu ser!...


(
no fundo, eu em ti, sou o Amor)


terça-feira, 10 de março de 2009

Leva-me Tu


Leva-me tu, ò vento,
nos braços da tua fúria,
sem partida e sem regresso
pois eu quero me perder.

Leva-me tu, ò chuva,
no sal das tuas águas
que me matam de sede
aqui mesmo em frente ao mar.


Leva-me tu, tristeza,
pois não sei o que é sorrir,
já não sei o que é chorar,
e estou feliz por estar só.

Leva-me tu, ò destino,
se sabes onde pertenço,
pois os caminhos onde ando
por certo não são os meus.

Leva-me tu, sem nome!
Paixão... Meu amor... O que és?...
É engano viver por ti,
é castigo não te ter.

domingo, 8 de março de 2009

Um Poema Sem Fim



Um dia,
quando eu morrer,
hão-de nascer
das tuas lágrimas
flores da cor dos meus olhos.


E das cinzas
do meu corpo
que o vento há-de arrastar,
nascerá
no céu uma estrela
que terá,
simplesmente,
o teu nome!...


(para ti, no meu adeus)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Quis Sonhar-te


Quis sonhar-te...
como se fosses a luz das mil luas
de todas as noites em que vagueando
eu descobri por dentro destas ruas
da minha alma tudo o que sou, te amando.

Quis sonhar-te...
como se fosses na palma da mão
o vento que passando nele prendesse
este amor ao meu triste coração
no medo que de mim te perdesse.


Quis sonhar-te...
como se agora eu soubesse morrer
e sonhei por momentos ter sonhado
que salvasses da morte meu querer
esse teu beijo no meu desejado.

Quis sonhar-te...
e estou certo que assim não te perdi.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Não Te Consigo Dizer Adeus


Agora há uma luz que se apaga,
há uma luz que por dentro desfalece,
o sopro de um dia gasto, vivido.
Sinto nos olhos o Verão que acaba
como se outro na vida não tivesse
por ti desejado, por ti nascido.

Caem folhas pesadas com o vento
que abraçam, quando passo, este sofrer
no caminho onde ainda por ti espero.
Que me importa sentir este lamento,
se eu não venço a minha alma neste querer
tudo o mais que, perdido, já não quero.

Estando só, a tua saudade eu não sinto
como sempre essa luz ao meu redor
iluminou os meus olhos para os teus.
Mas que digo, meu Deus?!... Por certo minto,
pois sendo tudo o que és, meu grande amor,
eu não te consigo dizer adeus.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A Pedra no Charco


a pedra no charco
pequena
feriu sem cuidado
o silêncio
onde serena
tristeza repousava
verbo fingido
doce pecado
amarga palavra
alguém perdido

e a pedra
no fundo
imortal
vai esperando
tão só
meu perdão
vai sonhando
que dó!
meu querer

e a pedra
são teus olhos
todo o mundo
e o silêncio
sou eu
se te perder

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Primeiro Amor


já te falei que tenho medo
de segurar a tua mão
sem saber se assim a terei
ao meu lado para sempre?

já te falei das palavras
e dos segredos que não dizes,
que me agarro ao silêncio
para nele não te perder?


já te falei que eu não sinto
a tua sombra nos meus olhos,
e mesmo estando contigo
estou quase sempre só?

já te falei do nosso beijo
e o sabor que dele perdi,
por ser talvez o primeiro
de todos os que desejei?

se não te falei de tudo isto,
é por que já morri por dentro
com a ternura da ilusão
deste meu primeiro amor...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ocaso


Levaste algum tempo para me encontrar
desta forma imortal dentro de ti.
Sei lá por que razão não te perdi,
o perpétuo sentir teu respirar.

Esse sonho que sem querer te roubei
no despertar aflito da tua alma,
foi o desejo fervendo nessa calma
que invadiu o muito que jamais terei.

Antes que ao longe o sol dissesse adeus
e a noite nos unisse, separando,
em silêncio em ti fui mergulhando,
os teus olhos se fundiram nos meus.


No tempo não sei hoje onde ficou
nesse ocaso este nosso amor perdido.
Desejei que não tivesses partido,
pois a minha alma por ti não voltou.


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Não Te Digo, Mas Tu Sabes


não te digo, mas tu sabes...


que neste mar salgado
seria livre esse teu sonho
nas ondas que te beijam
em salpicos os cabelos
à espera que o teu corpo
da vida assim despido
abrace este imenso mar
onde está todo o amor que é teu,


não te digo, mas tu sabes...

que no vento escondido
no perfume do teu corpo
há um sopro de saudade
que te invade em segredo a alma
nas intermitências do teu querer,


dizes baixinho que é tarde...

e de olhos fechados na areia
trazes nas mãos essas lágrimas
no regresso das marés
onde o teu sonho e o teu desejo
se perdem ao pôr-do-sol,


tu não dizes, mas eu sei...


que chegando a noite o teu dormir
é viver neste mar salgado
onde estão todas as palavras de amor
e os beijos em silêncio molhados
nas ondas como lábios fechados
que te esperam neste mar onde morri...


(
para a estrela que guarda o meu segredo)